Que a Seat faz parte do grupo Volkswagen toda a gente sabe. Que a Seat partilha imensos componentes com os seus primos de origem alemã toda a gente sabe. Agora o que as pessoas não parecem compreender é que a marca espanhola começa a perder a identidade que tanto lutou para obter. Vejamos, a Seat fundada em 1950, durante anos apresentou sempre uns modelos perfeitamente banais e de baixa qualidade, normalmente gémeos de automóveis da marca Fiat (127-Fura, Panda-Marbella, Ritmo-Ronda, etc). Na verdade estes carros conseguiam mesmo perder o encanto das versões italianas, não atraindo os consumidores, que entre dois carros iguais e baratos optavam por comprar o original. Eventualmente a marca foi adquirida pela VW e lentamente as coisas começaram a seguir um novo rumo. Novas linhas, nova imagem, nova dinâmica. Tudo isto culminou em carros como Ibiza ou Leon (nas versões mais recentes), que com linhas agressivas cativaram aqueles que procuravam uma alternativa ao comum Polo ou Golf. Todavia, todo este trabalho árduo parece estar em risco, pois desde que Walter de Silva (designer do grupo VW) foi colocado a dirigir primeiro a Audi e depois a VW, não surgem designs, sketch's, concepts, algo que mantenha a imagem de "auto emocion" viva. Parece existir na verdade, um retorno da antiga estratégia de reutilizar designs existentes.
Vejamos como exemplo o Exeo, modelo a ser lançado pela marca em finais de 2008 princípios de 2009. O Exeo consiste num Audi A4 de 2005, com pequenos retoques nas linhas, logótipos novos e pouco mais. Para quem não se importe de adquirir um automóvel ligeiramente desactualizado e que tenta ser aquilo que não é (carro de marca premium), o Exeo é possivelmente uma boa compra. Contudo, tudo isto ajuda a diluir a imagem das marcas pertencentes ao grupo VW. Audi A4 semelhante a Seat Exeo, Volkswagen Passat parecido com Skoda Octavia/Superb, etc etc. Até os concepts começam a ser surrealmente semelhantes dentro da grupo, revelando que existe muito pouca criatividade ou um esforço (absurdo) em diluir as imagens de marca, criando um vasto oceano da melhor engenharia alemã sem a mínima alma ou paixão que cativa o imaginário de qualquer pessoa que goste de automóveis. Para concluir, deixo-vos aqui dois concepts, deveras "diferentes":


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